terça-feira, 12 de outubro de 2010

CONSUMO, LOGO EXISTO

"A síndrome cultural consumista consiste, acima de tudo, na negação enfática da virtude da procrastinação e da possível vantagem de se retardar a satisfação - esses dois pilares axiológicos da sociedade de produtores governada pela síndrome produtivista [...]

Consumidores plenos não ficam melindrados por destinarem algo para o lixo [...] Como regra, aceitam a vida curta das coisas e sua morte pré-determinada com equanimidade, muitas vezes com prazer disfarçado, mas às vezes com alegria incontida da comemoração de uma vitória. Os mais capazes e sagazes adeptos da arte consumista sabe que se livrar de coisas que ultrapassaram sua data de vencimento (leia-se desfrutabilidade) é um evento a se regozijar. [...] Numa sociedade de consumidores, a perfeição (se tal noção ainda se sustenta) só pode ser uma qualidade coletiva da massa, de uma multiplicidade de objetos de desejo; o prolongado ímpeto da perfeição agora requer menos o aperfeiçamento das coisas do que sua rápida e profusa circulação"
(Zygmunt Bauman, Vida para Consumo)

Kid Supérfluo, consumidor implacável (Arrigo Barnabé)
http://www.youtube.com/watch?v=8AVGwaJWk18

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