terça-feira, 30 de agosto de 2011

POR QUE NÃO ME UFANO DA GLOBALIZAÇÃO


A primeira bandeira da República das oligarquias
Falar mal do Brasil é o esporte nacional das nossas "elites" - na verdade, nossas oligarquias. É o velho complexo de vira-latas que elas nutrem em relação ao país e, principalmente, ao seu povo desde sempre e o transmitem às classes médias. Para eles, somos o atraso e o subdesenvolvimento; bom mesmo só o que vem do "primeiro mundo", o que é globalizado, "cosmopolita" e pós-moderno. A classe média que lê a Veja é inocente útil, mas as oligarquias sabem muito bem que interesses defendem. Aqui, dois exemplos da ação das grandes corporações em países emergentes como o Brasil - coisas que a grande mídia, em sintonia com a oligarquia, costuma ignorar:     

Prêmio Nobel denuncia laboratórios farmacêuticos por bloqueio de pesquisas


O pesquisador norte-americano denuncia que os laboratórios só investem em medicamentos que são necessários para a vida toda

Thomas Steitz, Prêmio Nobel de Química de 2009
 (Fonte: Redação de La Vanguardia, de 29.08.2011)

Prêmio Nobel de Química de 2009, o norte-americano Thomas Steitz disse que os grandes laboratórios farmacêuticos não investem na pesquisa de antibióticos que possam curar definitivamente e que, ao contrário, preferem centrar seus negócios em medicamentos que seja necessário tomar durante toda a vida.


“Muitas das grandes indústrias farmacêuticas fecharam suas pesquisas sobre antibióticos, porque eles curam as pessoas e o que estas empresas querem é um fármaco que se tenha que tomar a vida toda. Eu posso parecer cínico, mas as farmacêuticas não querem que as pessoas se curem”, disse Steitz.


Pesquisador do Instituto Médico Howard Hughes da Universidade de Yale, Steitz averiguou o funcionamento que deveria ter um novo antibiótico para combater certas cepas resistentes à tuberculose, que surgem sobretudo no sul da África. O desenvolvimento desse medicamento precisa de grandes investimentos e da colaboração dos laboratórios para avançar na pesquisa. “Fica muito difícil encontrar um laboratório interessado em trabalhar conosco porque, para essas empresas, vender antibióticos em países como a África do Sul não gera apenas dinheiro”, lamentou. “Elas preferem investir em medicamentos para a vida toda”.


Por enquanto, segundo Steitz, estes novos antibióticos são “só um sonho, uma esperança, até que alguém esteja disposto a financiar o trabalho”.

Steitz pede que os países invistam mais na pesquisa científica. No caso dos antibióticos, a resistência das bactérias a eles tornará necessário continuar pesquisando “indefinidamente”.


Steitz conseguiu revelar como funciona o ribossomo, a parte da célula encarregada de fabricar proteínas a partir dos aminoácidos, o que lhe valeu o Prêmio Nobel, junto com os colegas Ada E. Yonath e Venkatraman Ramakrishnan.


Essa descoberta abriu uma nova linha de pesquisa em antibióticos, ao dar a conhecer o mecanismo pelo qual as bactérias se tornam resistentes a eles.


Suas pesquisas se centram agora em determinar as regiões do ribossomo para as quais dirigir e fixar os antibióticos, ou seja, os pontos chave em que o medicamento seria mais eficaz.


Atualmente, além da tuberculose, o laboratório de Steitz trabalha em vários compostos para combater cepas resistentes da pneumonia e o estafilococo áureo resistente à meticilina, que causa mais mortes que o HIV em alguns países, como os EUA.

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Filme do cineasta Silvio Tendler, que mostra o cenário assustador que se encontra o país em relação ao uso indiscriminado de agrotóxicos.

O Brasil é o país que mais pulveriza agrotóxicos nos alimentos. É recordista em consumo desses químicos. Um brasileiro consome em média 5,2 litros de agrotóxicos anuais. Os agrotóxicos provocam uma série de problemas de saúde, desde lapso de memória em crianças até má formação dos fetos. E, apesar de o governo tentar proibir uso de muitos químicos, a justiça concede liminares a favor das grandes corporações químicas.

Para conseguir crédito junto aos bancos, o pequeno produtor é obrigado a usar transgênicos e pesticidas. Doenças provocadas por esses químicos nos trabalhadores do campo consomem 1,8% do PIB em tratamentos médicos. (do site docverdade.blogspot.com)




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