sábado, 13 de agosto de 2011

OS MUROS QUE (AINDA) SEPARAM OS POVOS


A construção do Muro de Berlim, em agosto de 1961

O Muro de Berlim, cujas obras começaram há 50 anos, veio abaixo em 1989 e com ele o "socialismo real" no Leste europeu. No entanto, em algumas regiões do planeta cercas e muros com extenso policiamento e alta tecnologia continuam separando pessoas e povos - muitos deles em países ditos "democráticos"


Com informações da Deutsche Welle
O Chipre foi dividido em 1974, como resultado de longos anos de tensões e conflitos sangrentos entre gregos e turcos. A chamada linha verde, que separa as duas partes da ilha, tem cerca de 180 km de comprimento. Ela passa pelo meio da capital comum, Nicósia, que desde a queda do Muro de Berlim é a última capital dividida do mundo.


Desde 2003, a situação está mais tranquila em Nicósia, depois que a Turquia abriu a fronteira para passagens diárias. Mesmo depois da integração do lado grego de Chipre à União Europeia, não há perspectiva para o fim da divisão.

Liberdade só para os capitais
"Muro da vergonha": assim ativistas de direitos humanos chamam a construção que marca a fronteira entre os EUA e o México, uma barreira de 3 mil km de comprimento feita de placas de metal, arame farpado, detectores de movimento e câmeras de infravermelho.

O muro entre México e EUA

Dezenas de milhares de policiais tentam impedir a imigração ilegal. Mas os imigrantes provenientes do México e países da América Central tentam passar mesmo assim, arriscando as próprias vidas.


As fortificações de fronteira os obrigam a entrar cada vez mais no deserto. Cerca de 400 imigrantes morrem a cada ano tentando chegar aos Estados Unidos - uma cifra maior do que a registrada nos 28 anos do Muro de Berlim.


Cerca na entrada da Europa
Ceuta e Melilla fazem parte da Espanha e, portanto, da União Europeia. Mas ambos ficam no continente africano. Esses enclaves do bem-estar são destino de migrantes de toda a África. Cercas de arame farpado, torres de guarda, detectores de movimento, câmeras de infravermelho e guardas armados impedem a entrada ilegal de migrantes africanos.

Os fundos para o financiamento das barreiras foram disponibilizados, em maior parte, no âmbito do Tratado de Schengen da UE. Apesar das medidas de alta segurança, há sempre tentativas de refugiados para passar pela cerca.

Contenção ou discriminação?

O muro que separa Israel da Cisjordânia palestina

Uns o chamam de "muro antiterrorista", outros o veem como o "novo Muro de Berlim". Para se proteger contra ataques terroristas de extremistas palestinos, Israel separou grande parte da Cisjordânia do território israelense com paredes e cercas. No entanto, a barreira de separação avança, em parte, profundamente sobre território palestino, separa agricultores de seus campos e obriga as pessoas a grandes desvios.


De acordo com as autoridades israelenses, a barreira de separação reduziu o número de ataques terroristas. Internacionalmente, esta forma de proteção das fronteiras permanece controversa. O Tribunal Internacional em Haia ressalta, em seu relatório sobre a construção do muro, que a edificação limita muito o direito dos palestinos à autodeterminação.


Coreias, resquício da Guerra Fria
Uma fronteira fortemente equipada, as tropas capitalistas e comunistas face a face e o medo constante de uma escalada de violência. A Coreia do Sul foi, assim como a Alemanha, dividida com o fim da Segunda Guerra Mundial, numa decisão conjunta dos Estados Unidos e da União Soviética. Os coreanos, que até a divisão em 1945 estavam sob ocupação japonesa, não foram consultados.

Até hoje, ambos os lados sofrem as consequências. A fronteira é praticamente impossível de ser transposta. O povo da Coreia do Norte vive isolado, sem poder deixar um país pobre, de regime ditatorial. De vez em quando acontecem confrontos entre os exércitos do sul e do norte. Não há perspectiva para um fim da divisão.


Caxemira, barreira de 500 km
Uma barreira de três metros de altura atravessa mais de 500 quilômetros da região de Caxemira. Com as cercas elétricas e de arame farpado, a Índia quer impedir que terroristas vindos da parte paquistanesa passem a linha de cessar-fogo. A cerca é um problema para o processo de paz entre Índia e Paquistão porque as pessoas na Caxemira temem que a intenção da Índia seja dividir a região para sempre.

2 comentários:

  1. Muito bom seu artigo sobre os muros que ainda segregam as pessoas... Parabéns pelo ótimo conteúdo do site, agora que conheci, irei sempre ler :)

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  2. muito bom. mas tem mais muros que vc deixou de colocar

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