sábado, 20 de agosto de 2011

MAIS "TEORIAS CONSPIRATÓRIAS"


O tanque brasileiro EE-T1 Osório, destruído pelos EUA
O Brasil já produziu e exportou blindados, como o Cascavel e o Urutu, e esteve muito próximo de fazer um dos mais modernos tanques de guerra do mundo, o Osório, mas hoje tem que importar esses equipamentos. Isso ocorreu, entre outras coisas, porque os EUA impediram que a Engesa vendesse 700 desses tanques ao Exército da Arábia Saudita em 1989. E o governo, à época, não moveu uma palha sequer para salvar a Engesa, empresa estratégica para o país. 

O contrato, de US$ 7,2 bilhões, acabou ficando com a General Dynamics, fabricante do tanque M-1A1 Abrams, segundo colocado nas provas de desempenho promovidas pela Arábia Saudita.


A Engesa participou com o EE-T1 Osório, realizando testes no deserto sob temperaturas de 50ºC, contra o americano M-1A1 Abrams, o francês AMX-40 e o britânico Challenger. O tanque brasileiro era o único dos concorrentes que atendia a todas as exigências da licitação, vencendo todas as provas.


De acordo com uma entrevista de um ex-executivo da Engesa ao jornal O Estado de São Paulo em 2002, “as luzes de emergência se acenderam no governo americano. A primeira consequência foi a surpreendente declaração de que a concorrência chegava ao fim com dois produtos possíveis de serem comprados, de acordo com o anúncio feito em Riad pelo ministro da Defesa, príncipe Sultan Azsiz Abdulazis. Essa foi a forma encontrada para ceder às pressões de Washington e manter o M1-A1 no páreo".

O tanque americano M1A1 Abrams, da General Dynamics
A Guerra do Golfo em 1990 serviu de escusa para a Arábia Saudita adiar a decisão sobre a compra dos tanques Osório. E, em novembro daquele ano, o governo saudita anunciou que fecharia o negócio com a General Dynamics americana.
A Engesa apostara todas as suas fichas no desenvolvimento do Osório, cuja venda para a Arábia era tida como certa, contraindo uma dívida de mais de US$ 50 milhões. Como o governo não refinanciou a dívida nem encomendou nenhuma unidade do Osório para Exército Brasileiro, a Engesa fechou as portas. 


Depois disso, o Brasil comprou 87 tanques Leopard lAl da Bélgica e 91 M-60 A3 TTS dos EUA.

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