quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O SUB DO SUB


Carlos Menem e FHC lideraram a privataria que quase quebrou o Brasil e a Argentina nos anos 90. Eles foram pioneiros (junto com o golpista peruano Alberto Fujimori, hoje condenado por corrupção) em alterar as regras do jogo no meio dos mandatos mudando as respectivas Constituições para possibitar que fossem reeleitos. Menem e FHC mantiveram uma paridade artificial das respectivas moedas nacionais com o dólar que fez a festa da classe média e quase arruinou a economia de seus países. Os dois também mantinham "relações carnais" com os Estados Unidos - alardeadas por Menem - sem se importar muito se eram correspondidos.


No já célebre artigo publicado no Estadão, FHC define o governo do presidente Lula como "autoritarismo popular" e "subperonista" - referência ao caudilho argentino Juan Domingo Perón. O poder do lulismo viria da "burocracia sindical aninhada no Estado e, como base do bloco de poder, a força dos fundos de pensão". Não deixa de ser lisonjeiro para um ex-metalúrgico o sociólogo ter que recorrer a Gramsci, Lacerda e a Chico de Oliveira para explicar seu governo...



Com todos os seus erros - e não são poucos - o governo Lula promoveu uma reversão da ortodoxia monetarista-privatista dos tucanos, com uma efetiva recuperação do poder do Estado como indutor do desenvolvimento. Se isso é "subperonismo", o governo FHC, afinado com o neoliberalismo inaugurado nestas plagas por Menem - na verdade por Pinochet -, só pode ser um "submenemismo"!

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