sexta-feira, 30 de abril de 2010

1975: O ANO EM QUE O IMPÉRIO FOI HUMILHADO

Em 30 de abril de 1975, as tropas do Vietcong (guerrilha sul-vietnamita) e do Vietnã do Norte entravam em Saigon, então capital do Vietnã do Sul, acabando com uma guerra que durou 30 anos, matou mais de dois milhões de vietnamitas e devastou o país. Duas imagens deste dia são paradigmáticas: o tanque T-54 norte-vietnamita arrombando os portões do palácio presidencial de Saigon e o helicóptero sobre o teto da embaixada americana levando os últimos trânsfugas desesperados.
Entre 1940 e 1975 os vietnamitas enfrentaram e venceram os japoneses, franceses e americanos. Envolvidos desde a saída dos franceses depois do desastre de Dien Bien Phu em 1954, os Estados Unidos engajaram mais de 500 mil soldados no país e a mais sofisticada tecnologia bélica disponível, bombardearam intensamente a população civil e usaram armas químicas, como o famoso desfolhante "agente laranja". Perpetraram massacres contra a população - no mais conhecido deles, My Lai, 504 civis vietnamitas foram assassinados pelas tropas do tenente William Caley Jr., em 1968. Nada disso arrefeceu os ânimos do povo vietnamita, a maioria miseráveis camponeses. As imagens de soldados mortos voltando para casa em sacos plásticos horrorizaram a classe média americana, que foi às ruas protestar contra a guerra. Os protestos foram decisivos para pôr fim ao conflito. Depois de muitos bombardeios e negociações, os EUA abandonaram seus aliados sul-vietnamistas em 1973.

“A supremacia deles era tecnológica. Mas o armamento deles era para guerra à distância, com aviões, foguetes e bombas. Nós reduzimos o espaço, forçamos o combate no quintal de suas tropas. As armas modernas não tiveram serventia nem substituíram sua falta de moral para a luta” (Do Xuan Cong, veterano general vietnamita).
Nas palavras de Martin Luther King: "A guerra do Vietnã é apenas um sintoma de um mal muito mais profundo que afeta o espírito americano"

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