quinta-feira, 22 de abril de 2010

AS GRANDES EMPREITEIRAS PERDERAM

O governo federal peitou o lobby das grandes empreiteiras do país e costurou um acordo para garantir o lance de R$ 78,00 por Megawatt-hora (MWh)- o teto era R$ 82,00 MWh - no leilão para a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. O lance garantiu a vitória do consórcio Norte Energia, liderado pela Chesf-Eletrobras, com participação da J. Malucelli, Mendes Jr., Galvão Engenharia e Cetenco, entre outras. Segundo matéria do jornal Valor, Camargo Corrêa, Odebrecht, Andrade Guitierrez e até a Queiroz Galvão, que estava no consórcio vencedor, fizeram ao longo do tempo manobras e pressões variadas para tentar aumentar o preço final e ditar as regras do jogo. No ano passado, as três primeiras ameaçaram formar um consórcio único. Ainda segundo o Valor, a modalidade do contrato assinado é conhecida como "porteira fechada", no qual as construtoras assumem o riscos do empreendimento - ou seja, nada de intermináveis aditivos. "Nessa licitação de Belo Monte eu disse aos empresários: se vocês não quiserem participar, nós vamos fazer sozinhos. Nós vamos provar que não vamos ficar reféns de nenhum empresário. Queremos construir parcerias juntas, mas não ficaremos reféns", disse o presidente Lula. Na nova formatação, as grandes empreiteiras ainda poderão entrar, mas dentro das novas regras fixadas para beneficiar o Estado brasileiro. Também deverão participar a Eletronorte e os fundos de pensão Previ, Petros e Funcef, além da Gerdau e de Inter Rau Ues, uma empresa russa.

Belo Monte será a terceira maior hidrelétrica do mundo e sua construção - junto com as hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio - evitará futuros apagões. Sua implantação foi feita num contexto democrático, depois de amplas audiências públicas. O impacto ambiental e humano, inevitável numa obra desse porte, terá compensações. “Belo Monte é um projeto marcado pelas lições do passado, desenhado e redesenhado para retirar energia das florestas sem destruí-las. Este desafio – de desenvolver as florestas e ao mesmo tempo mantê-las – é, de muitas formas, o enigma do Brasil moderno, ao qual o resto do mundo em desenvolvimento está assistindo de perto para ver se ele pode ser solucionado”, diz a revista britânica The Economist. Quem não gostou foram os ambientalistas "xiitas" que querem manter a floresta como santuário, trazendo até celebridades estrangeiras para protestar contra a obra, ongs que mascaram interesses escusos com bandeiras ecológico-indigenistas e a oposição tucana, que está se mordendo de raiva porque o Brasil não entrou em colapso econômico nem está paralisado como na época de FHC.

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