sexta-feira, 19 de março de 2010

O VIRTUAL É REAL OU O REAL É VIRTUAL?

"A moça fantasiava sobre um sapo que na verdade era príncipe; o rapaz, sobre uma moça que na verdade era uma garrafa de cerveja. Para a mulher, seu amor e afeto (sinalizado pelo beijo) poderiam fazer de um sapo um príncipe, enquanto para o homem, tudo não passa de um esforço para reduzir a mulher ao que os psicanalistas designam como "objeto parcial" - aquilo que, em você, me faz desejar você. (...) O casal real de homem e mulher, portanto, vive assombrado por essa bizarra figura de um sapo abraçando uma garrafa de cerveja (...) É essa a ameaça do ciberespaço e de seus jogos, no plano mais elementar: quando um homem e uma mulher interagem nele, podem se ver assombrados pelo espectro do sapo que abraça a cerveja. Já que nenhum dos dois está consciente disso, as discrepâncias entre o que 'você' realmente é e o que 'você' aparenta ser no espaço digital podem resultar em violência homicida" (Slavoj Zizek)


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