terça-feira, 3 de agosto de 2010

A PLATEIA SÓ DESEJA SER FELIZ

“Fabricar consentimento, pela velha arte da manipulação da opinião pública, não morreu com a democracia, como se supunha”

"A massa é constantemente exposta à sugestão. Ela lê não as notícias, mas as notícias com a aura da sugestão sobre elas, indicando a linha de ação a ser tomada"

“Assumimos que o que cada homem faz é baseado não num conhecimento direto e certo, mas em imagens feitas por si próprio ou que lhe são dadas”

"Quando resultados rápidos são imperativos, a manipulação das massas através dos símbolos pode ser somente a única forma rápida de ter uma coisa urgente feita. É freqüentemente mais importante agir do que entender. E, às vezes, é verdade que a ação falhará se todos a compreenderem"

"Quando os assuntos públicos são popularizados em discursos, manchetes, peças, filmes, cartuns, novelas, estátuas ou pinturas, sua transformação em interesse humano requer primeiro abstração de seu original, e então animação do que foi abstraído. Não podemos estar muito interessados, ou muito comovidos, por coisas que não vemos. Dos assuntos públicos cada um de nós vê muito pouco, e, portanto, eles permanecem maçantes a nada apetitosos, até que alguém, com o labor de um artista, os transladam para um filme"

Walter Lippmann (1889-1974), jornalista e escritor americano, autor do livro Opinião Pública. Para ele, os seres humanos condensam as idéias em símbolos e o jornalismo, na medida em que se transforma em mídia de massa, é incapaz de educar o público, como supunham os iluministas. Mesmo que os jornalistas se esforcem para informar o público sobre questões importantes, Lippmann acreditava que a massa do público leitor não está interessada em aprender e assimilar os resultados de uma investigação jornalística. Esse leitor-massa é demasiado egocêntrico e alienado para se preocupar com políticas públicas, exceto nos casos relativos a questões locais.

Pois é, seu Zé (Gonzaguinha)

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