segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

O ECO-FASCISMO

"Os sistemas de valores humanistas devem ser substituídos por valores supra-humanistas que coloquem toda a vida vegetal e animal na esfera da consideração legal e moral. E a longo prazo, quer agrade ou não a este ou àquele, será necessário de fato recorrer à força, se for o caso, para lutar contra os que continuam a deteriorar o meio ambiente" (Greenpeace, 1979)

A advertência é clara: a ultrapassagem do humanismo em proveito de uma entronização do reino vegetal e animal em sujeito de ética e de direito não ocorrerá sem coações - argumento de resto coerente com uma perspectiva na qual a questão é dar um fim à lógica dos famosos "direitos do homem", que não serviram senão para legitimar o esquecimento, por vezes a destruição do mundo pela explosão da técnica.

É no mesmo estilo que Jean Brière, antigo membro dos Verdes [...] sugere "secar na nascente a superprodução de crianças no Terceiro Mundo", enquanto Jean Fréchaut [...] sonha com um "governo mundial que consiga pressionar as populações a fim de reduzir todas as poluições e mudar os desejos assim como os comportamentos por manipulações psicológicas" [...]

Pois, mais uma vez, os sonhos dos ecologistas radicais viram pesadelos, a exemplo do programa de morte tranquilamente elaborado por William Aiken e publicado em uma obra coletiva que goza de excelente reputação: "Uma mortalidade humana maciça seria uma boa coisa. É nosso dever provocá-la. É dever da nossa espécie, em face de nosso meio, eliminar 90% dos nossos efetivos" (Earthbound, New Inroductory. Essais in Environmental Ethics, 1984)
Lucy Ferry, A Nova Ordem Ecológica

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