sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

A GUERRA ALIMENTA A CIÊNCIA

Talvez os cientistas devessem ser recrutados para servir, como foi feito na Segunda Guerra Mundial, e com isso não quero dizer algo que lembre apenas o Projeto Manhattan [...] A guerra foi um campo fértil para a ciência real quando a lenta e corriqueira pesquisa dos tempos de paz foi colocada de lado. Achei a ciência em tempo de guerra apaixonante e estimulante e, quando a paz chegou, fiquei consternado com o retorno da busca de engrandecimento pessoal e da perda do senso de deslumbramento que tanto desfigura a ciência moderna. Lembremos que a penicilina foi inicialmente desenvolvida durante a guerra e todo o conceito de antibióticos nasceu ali. Lembremos também, ao usarmos o micro-ondas, que o magnétron em seu centro foi inventado por Boot e Randal na década de 1940 para melhorar o radar em tempo de guerra. A pesquisa de radar levou diretamente à radioastronomia e a uma nova compreensão do universo. Na Alemanha, as pressões para invenção em tempo de guerra levaram von Braun a desenvolver os foguetes, que foram a base da ciência espacial e que agora nos permite aceitar com naturalidade os satélites que orbitam a Terra e considerar a exploração planetária por veículos robóticos um luxo ao nosso alcance”.
James Lovelock, o decano dos ambientalistas, Gaia: Alerta Final

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