sexta-feira, 28 de setembro de 2012

O ABSURDO E A REVOLTA

Albert Camus (1913-1960)

“O sentimento do absurdo, quando dele se pretende, em primeiro lugar, tirar uma regra de ação, torna o homicídio pelo menos indiferente e, por consequência, possível. Se não se acredita em nada, se nada possui um sentido e se não podemos afirmar nenhum valor, tudo se torna possível e tudo carece de importância. O pró e o contra deixam de existir e o assassino não tem nem deixa de ter razão.”    
(Camus, O Homem Revoltado, 1951)

“O absurdo só morre quando dele nos afastamos. Uma das únicas posições filosóficas coerentes é, dessa forma, a revolta. Ela é um confronto perpétuo do homem e de sua própria obscuridade. É a exigência de uma possível transparência. E, a cada segundo, questiona o mundo de novo. Assim como o perigo oferece ao homem possibilidades insubstituíveis de tomada de consciência, assim a revolta metafísica dilata a consciência ao longo da experiência. Ela é a presença constante do homem a si próprio. Essa revolta não passa da certeza de um destino esmagador, mas sem a resignação que deveria acompanhá-la” (Camus, O Mito de Sísifo, 1942)

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