terça-feira, 27 de setembro de 2011

A BARBÁRIE SAUDITA NÃO DÁ IBOPE. SE FOSSE O IRÃ...


Elas bem que tentaram, mas foram impedidasde dirigir

Um tribunal da Arábia Saudita condenou uma mulher a receber dez chibatadas por desrespeitar a lei interna que proíbe mulheres de dirigirem, informa a rede britânica BBC. A condenada, identificada apenas por Shema, foi considerada culpada por dirigir na cidade de Jeddah em julho deste ano.
De acordo com a BBC, nos últimos meses, diversas sauditas apareceram dirigindo pelas ruas do país numa tentativa de pressionar a monarquia a mudar a regra, ainda sem sucesso. Duas outras mulheres devem comparecer à corte ainda neste ano por dirigirem.

George Orwell não ficaria surpreso com isso
A Arábia Saudita é uma das piores ditaduras da face da Terra. Trata-se de uma teocracia fundamentalista sunita que viola sistematicamente os direitos humanos, mas pouca gente se importa com isso. O país tem uma polícia religiosa, a Muttawa, que é responsável por reprimir credos e costumes que violem a lei islâmica. Seus agentes prendem e torturam pessoas que façam proselitismo de religiões não-oficiais. E o Estado saudita admite a tortura e as violações de direitos humanos como prática normal. Realiza amputação de mãos, chibatadas e decapitações em praça pública. Quase ninguém fica indignado, em parte porque poucos sabem disso. Se fosse o Irã, que também é uma teocracia mas está do "lado errado" do xadrez geopolítico, já estaria sendo bombardeado pela OTAN.  

As mulheres sauditas são consideradas, por lei, menores de idade. Não podem andar sozinhas, falar com homens que não sejam da família, exibir o corpo, abrir conta em banco ou ter passaporte. Para tudo, precisam da permissão de um homem (pai, irmão, marido e até do filho).

As chibatadas são aplicadas em público
“Em novembro de 2007, uma jovem de 19 anos, estuprada por sete homens, foi condenada a 200 chicotadas e seis meses de prisão por estar num carro com um amigo. Isso gerou protestos até do governo americano." (O Globo, 31/05/2009). Pressionado, o rei Abdullah perdoou. Mas e os casos que não vieram e não vêm à tona?

A Arábia Saudita pratica uma interpretação fundamentalista do Islã sunita, conhecida como wahhabismo. A religião dita cada aspecto da vida: a forma como as mulheres se vestem, como os homens se portam, o que comem.

Tudo isso é ignorado pela grande mídia porque os sauditas são os maiores produtores de petróleo do mundo e, sobretudo porque são um dos maiores aliados árabes dos EUA no Oriente Médio.

Por isso, quando o rei saudita anuncia que permitirá o direito das mulheres votarem e serem votadas a partir de 2015, grande parte da mídia colonizada fica embasbacada, falando em "reformas" e abertura democrática. Esquecem-se, inclusive, de lembrar que na Arábia Saudita as únicas eleições permitidas são para os conselhos consultivos municipais, sem nenhum poder.   

Quosque tandem?(Até quando)?

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