quinta-feira, 1 de novembro de 2012

SOZINHO E DESARMADO


O líder guerrilheiro Carlos Marighella, assassinado em 1969
A recém lançada e já consagrada biografia do guerrilheiro Carlos Marighella escrita pelo jornalista Mário Magalhães faz uma revelação bombástica: o “inimigo público nº 1” da ditadura estava desarmado e sozinho quando foi alvejado por tiros de mais de 30 policiais na Alameda Casa Branca, em São Paulo, em 4 de novembro de 1969.

Covardia é pouco.  

Durante décadas, a informação oficial era de que Marighella recebera voz de prisão no “fusca” onde se encontrava com os frades dominicanos Ives e Fernando. Segundo essa versão, o guerrilheiro tentou apanhar um revólver calibre .32 da pasta que trazia consigo quando recebeu os disparos. Magalhães revela que o líder da ALN não tinha arma alguma e que tentou alcançar duas cápsulas de cianureto que trazia na pasta, porque não pretendia cair novamente nas garras da repressão.

Na operação, a meganha, chefiada pelo facínora Sérgio Paranhos Fleury, foi tão incompetente que ainda matou outras duas pessoas: a policial Estela Borges Morato, no “fogo amigo” e o protético Friedrich Adolf Rohmann, que passava pelo local e foi confundido com um segurança do guerrilheiro. O delegado Rubens Tucunduva, envolvido na emboscada, ficou ferido gravemente no tiroteio.

Depois disso, a ditadura criou a Oban e os DOI-Codi e se profissionalizou. Em vez de matar os opositores com alarde público, a repressão passou a sequestrá-los, torturá-los, matá-los e depois dar sumiço nos corpos.
    

3 comentários:

  1. ASSASSINO, SEQUESTRADOR, TERRORISTA, FASCINORA, MALDITO!!!
    QUE QUEIME NO INFERNO SEU BOSTA.

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    1. PESSOAS COMO VC QUE POSTOU ISSO É UM BOSSAL UM MERDA IDIOTA ACÉFOLO

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  2. Que Mariga queime no fogo do inferno eternamente!!!

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