quinta-feira, 8 de novembro de 2012

UM DIA EMBLEMÁTICO PARA A ALEMANHA


O general Bonaparte lidera o golpe em 1799
Novembro é um mês emblemático para a Alemanha, particularmente o dia 9. Neste dia, em 1799, o general Napoleão Bonaparte deu um golpe de Estado – que ficaria conhecido como 18 Brumário, data do calendário da Revolução Francesa – e se transformou no primeiro-cônsul e depois imperador da França. Bonaparte seria um algoz da Prússia, o maior dos Estados alemães, e da Áustria até ser derrotado em Waterloo, em 1815.

O Kaiser Wilhelm II 
No dia 9 de novembro de 1918, depois da renúncia do kaiser (imperador) Wilhelm II pela derrota do país na Primeira Guerra Mundial, o dirigente social-democrata Phillipp Scheidemann proclama a República. Dias depois, a Alemanha assinaria o armistício com os aliados (França e Reino Unido), abrindo caminho, em 1919, para a assinatura do Tratado de Versalhes, que impôs pesadas perdas territoriais e indenizações de guerra à Alemanha. Esse tratado seria a espada de Dâmocles da República de Weimar.    

Hitler lidera os nazistas no putsch da cervejaria em Munique em 1923 
Neste mesmo dia, em 1923, ocorreu o famoso “Putsch da Cervejaria”, a fracassada tentativa dos nazistas de reeditarem, a partir de Munique, a Marcha sobre Roma dos fascistas no ano anterior, que levaria o fanfarrão Benito Mussolini ao poder na Itália. O golpe fracassou e vários nazistas, inclusive o líder Adolf Hitler, foram presos. Depois disso, o Partido Nazista passou a combinar violência nas ruas dos “camisas pardas” com a prática da política institucional, conquistando cada vez mais cadeiras no Reichstag (Parlamento). Em dez anos, o NSDAP adquiriu força parlamentar suficiente para que Hitler fosse indicado chanceler (primeiro-ministro) do Reich. Um ano depois, ele se tornaria senhor absoluto da Alemanha.  

Judeus presos na Noite dos Cristais, em 1938
Apenas 15 anos depois, em 9 de novembro de 1938, ocorreria a tenebrosa Kristallnacht (Noite dos Cristais), quando as mesmas milícias nazistas SA foram responsáveis por pogroms na Alemanha e na Áustria, saqueando lojas e destruindo edifícios judaicos e sinagogas e agredindo cidadãos judeus. O pretexto foi o assassinato, em Paris, do diplomata alemão Ernst Von Rath por um judeu polonês. Cerca de 90 judeus foram mortos e 30 mil foram presos e enviados para campos de concentração.

A queda do Muro de Berlim, em 1989
Finalmente, em 9 de novembro de 1989, ruía o Muro de Berlim, herança da divisão e ocupação da Alemanha pelos aliados depois da Segunda Guerra Mundial e símbolo da ditadura comunista na parte oriental do país e do sistema bipolar do pós guerra. A queda do muro – construído em 1961 – ocorreu porque o então dirigente soviético Mikhail Gorbatchov se recusou a reprimir a rebelião popular contra o regime comunista, como seus antecessores haviam feito em Berlim em 1953, na Hungria em 1956 e na Tchecoslováquia em 1968. O evento se tornaria o símbolo maior da implosão do bloco soviético naquele ano, que antecedeu o fim do comunismo na URSS em 1991.         

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