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quarta-feira, 9 de junho de 2010

QUEM IMITA QUEM?


Christina Aguilera/Not Myself Tonight




Lady Gaga/Alejandro
OU AMBAS IMITAM ELA?:
Madonna/Die another day
Houve quem classificasse o clip da Lady Gaga de "estética fascista", invocando o texto "fascinante fascismo", de Susan Sontag. Francamente...

terça-feira, 8 de junho de 2010

UMA REBELIÃO ESQUECIDA

O Levante de Varsóvia teve início em 1º de agosto de 1944, organizado pela resistência polonesa contra a ocupação nazista da Polônia. Quando a rebelião se iniciou, as tropas do Exército soviético estavam no lado leste do rio Vístula, que corta a cidade. Mas os russos detiveram seu avanço avassalador, porque o movimento de resistência que organizou a rebelião não era comunista e o ditador Josef Stálin tinha planos de fazer da Polônia um satélite soviético. Durante 63 dias, a resistência travou encarniçados combates contra os nazistas até ser derrotada. Pelo menos 16 mil guerrilheiros morreram em combate e 150 mil civis foram massacrados pelos alemães, enquanto 25% dos edifícios de Varsóvia foram destruídos nos combates urbanos. Um ano antes, os nazistas já tinham reprimido violentamente a rebelião do Gueto de Varsóvia. Em 1945, no fim da guerra, 90% da cidade tinha sido destruída.
http://www.youtube.com/watch?v=GoKYOFQw0cE&feature=related

segunda-feira, 7 de junho de 2010

ESTADO DE SÍTIO MENTAL EM ISRAEL

“O governo Barak-Netanyahu-Avigdor Lieberman não conhece outro modo de responder à realidade na Palestina e em Israel. Só conhece, como recurso, a força bruta, para impor o que bem entendam; e operam descomunal máquina de propaganda, que descreve a força bruta como legítima defesa, ao mesmo tempo em que demoniza os gazenses semimortos de fome, e chama de ‘terroristas’ os que correm em socorro deles. Esse é o único curso possível para aqueles políticos. O inenarrável sofrimento, o custo em vidas humanas, não é problema de Israel. Tampouco é problema de Israel que a opinião pública universal a condene.
O que conta, ao contrário da estratégia declarada de Israel, é que tudo continue exatamente como está. A comunidade internacional é complacente; o mundo árabe é impotente e Gaza está sob controle. Enquanto tudo continuar como hoje, Israel deixa correr sua economia em crescimento. Os eleitores israelenses, que veem como normal o domínio do Exército em todos os aspectos da vida, veem a opressão dos palestinos como única realidade da vida passada, presente e futura, em Israel.
[...]
Mas erra quem supuser que o apoio dos EUA e a fraca reação dos europeus às políticas criminosas de Israel, como a que sitia Gaza, seriam as principais explicações para por que Israel mantém o bloqueio e o estrangulamento de Gaza.
A parte provavelmente mais difícil de explicar aos leitores é o quanto essas percepções e atitudes lançaram raízes profundas na psiquê e na mentalidade dos israelenses. E, sim, é difícil entender o quanto os mesmos fatos disparam reações diametralmente opostas na sociedade israelense e, por exemplo, no homem comum na Grã-Bretanha.
A resposta de homens e mulheres em todo o mundo parte do pressuposto de eventuais futuras concessões aos palestinos e diálogo continuado com a elite política israelense produzirão nova realidade em campo. O discurso oficial no Ocidente pressupõe que haja solução à vista e alcançável, se todos os lados se reunirem em torno de um esforço final rumo à Solução dos Dois Estados.
Nada poderia estar mais distante da realidade, que esse cenário otimista. A única versão dessa solução que seria aceitável para Israel é totalmente inaceitável pelos palestinos, sejam os domesticados líderes da Autoridade Palestina em Ramalá, seja o Hamás, mais assertivo. A única proposta que Israel consideraria é aprisionar os palestinos, sem Estado algum, em enclaves. Em troca, os palestinos desistiriam da resistência.
Assim, antes de sequer poder considerar seja uma solução alternativa – um só Estado democrático para todos, ideia que apoio –, ou explorar algum acordo mais plausível com vistas a dois Estados, seria preciso transformar fundamentalmente a mentalidade oficial e pública dos israelenses. Aquela mentalidade é a principal barreira a qualquer reconciliação pacífica nas dilaceradas terras de Israel e Palestina”
Ilan Pappé, escritor israelense, diretor do Centro Europeu de Estudos sobre a Palestina da Universidade de Exeter, Reino Unido

sexta-feira, 4 de junho de 2010

UM POUCO DE CAOS, QUE NINGUÉM É DE FERRO

"Eu redijo um manifesto e não quero nada, eu digo portanto certas coisas e sou por princípio contra manifestos (...). Eu redijo este manifesto para mostrar que é possível fazer as ações opostas simultaneamente, numa única fresca respiração; sou contra a ação pela contínua contradição, pela afirmação também, eu não sou nem para nem contra e não explico por que odeio o bom-senso” (Tristan Tzara)





"Toda a obra de pintura ou plástica é inútil; que ela seja um monstro
que faça medo aos espíritos servis, e não adocicada para ornar os
refeitórios dos animais com roupas humanas, ilustrações desta triste
fábula da humanidade"
(Idem)
Dada Polka: Girate like a giroscope, collide like a calleidoscope, frieze: do something, anything, something... please:
http://www.youtube.com/watch?v=yFkXg2yFFSM

quarta-feira, 2 de junho de 2010

RUMO AO ESTADO TEOCRÁTICO

O jornalista e médico Georges Clemenceau (1841-1929) foi um dos mais brilhantes líderes políticos franceses de todos os tempos. Conhecido como “o Tigre”, destacou-se tanto na oposição quanto no poder. Foi primeiro-ministro da França duas vezes (1906-1909 e 1917-1920); no último período, liderou a França na vitória na Primeira Guerra Mundial. Tenazmente anticlerical e crítico do militarismo, Clemenceau formulou o que talvez sejam as melhores definições sobre a guerra e seus operadores: “Fazer a guerra é de longe mais fácil do que fazer a paz” e “A guerra é uma coisa demasiada grave para ser confiada aos militares”.
A última reflexão continua válida até hoje e, em certas regiões como o Oriente Médio, onde a política e a religião estão interligadas, teria que se acrescentar: “a guerra é uma coisa demasiada grave para ser confiada aos militares ... e aos religiosos”. Veja-se o caso de Israel. As Forças Armadas israelenses – conhecidas como Forças de Defesa – estão entre as mais eficientes do mundo. Tiveram vitórias militares estrondosas em 1948, 1967 e 1973. Mas nos últimos anos, a ação dos militares israelenses, quase sempre brutal e desproprocional às ameaças, vêm se revelando um desastre atrás do outro. O episódio mais recente foi o ataque de comandos israelenses à flotilha internacional que levava ajuda humanitária a Gaza.
Como notou o comentarista Giles Lapouge, talvez isso se deva ao aumento da influência dos religiosos sobre o Exército de Israel que sempre se orgulhou de suas tradições liberais, como a incorporação de mulheres e gays em suas fileiras. Segundo o jornal Haaretz, em 1990 apenas 2% dos oficiais militares israelenses eram religiosos; hoje eles são 30%. “Na brigada Golani, seis dos sete coroneis são religiosos. Na brigada Kfir, especializada em ações antiterroristas na Cisjordânia, sete tenente-coroneis usam a kipá”, diz Lapouge. Há 20 anos, os oficiais do Exército vinham da esquerda (trabalhista) e dos kibutzim; hoje eles vêm de colônias ultranacionalistas. “E o Haaretz explica que, nestas colônias selvagens instaladas ilegalmente, os militares fornecem uma ajuda tácita aos colonos extremistas que residem ali”, conclui Lapouge.
De Estado confessional, Israel está se transformando rapidamente num Estado teocrático. A metamorfose nas suas Forças Armadas, uma das instituições mais representativas do país, é uma prova disso.

terça-feira, 1 de junho de 2010

ISRAEL NA MÃO DE PIROMANÍACOS

Talvez a melhor crítica à ação criminosa de Israel, cujo ataque a flotilha internacional que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza provocou a morte de pelo menos dez civis desarmados, tenha vindo de um israelense, o jornalista e ex-deputado Uri Avnery, do Gush Shalom (Bloco da Paz): "Só um governo que já tenha perdido toda a capacidade de se autoconter e toda a conexação com a realidade comete tal crime. Atirar contra ativistas pacifistas, agentes de obra de auxílio humanitário, de várias nacionalidades, tomá-los como inimigos e enviar força militar massiva, em águas internacionais, atirar para matar, é inconcebível. Ninguém no mundo acreditará nas desculpas e mentiras do governo de Israel e dos porta-vozes do Exército. Hoje é dia de desgraça para o Estado de Israel. Dia de ansiedade, em que os isralenses descobrimos que nosso futuro está entregue a um bando de alucinados, todos de armas engatilhadas, atirando sem qualquer senso de responsabilidade [...]
Dia em que o governo de Israel enlameou o nome do país ante todo o mundo, juntou mais provas, a comprovar que a imagem de um Israel brutal, agressivo, não é invenção da propaganda. [...]
Sim, houve um ato de provocação no litoral de Gaza. Mas os provocadores não foram os ativistas pacifistas convidados a vir à Palestina e que tentavam chegar. Provocação houve, isso sim, praticada pelos comandos armados e encapuzados dos barcos de guerra, a mando do governo de Israel, que, para bloquear o avanço dos barcos dos pacifistas, não vacilou em atirar e matar! [...]
É hora de levantar o cerco que sufoca a Faixa de Gaza e que tanto sofrimento causa aos palestinos. Hoje, o governo de Israel arrancou a máscara da face - com as próprias mãos - e mostrou a verdade: Israel jamais se 'desengajou' de Gaza. Nenhum desengajamento há se Israel bloqueia o acesso à área ou manda soldados com ordem para matar e ferir quem tente chegar a Gaza" (Um governo de piromaníacos põe fogo no Oriente Médio)

DIVAS ETERNAS DO CINEMA