
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
DEFESA - O FIM DE UM TABU


Desde o fim da ditadura militar, em 1985, os problemas da Defesa Nacional ficaram relegados ao esquecimento no Brasil. O trauma dos “anos de chumbo” fez com que muitos líderes políticos associassem preocupações com os militares a fantasmas do passado. Em função dessa visão estreita, a outrora pujante indústria bélica brasileira foi praticamente sucateada e as Forças Armadas ficaram completamente desaparelhadas. O governo FHC instalou o Sivam – não sem um escândalo mal-esclarecido – e fez um mimo à Marinha, comprando da França um navio-aeródromo (porta-aviões) usado – o Foch, atual São Paulo –, sem a preocupação em definir que tipo de Armada o país necessitava. No projeto FX, elaborado para substituir os velhos Mirage III da FAB, os tucanos iam comprar aviões de prateleira.
Depois de muitas hesitações, o governo Lula reverteu todo esse passivo. Elaborou um Plano Nacional de Defesa que redefine o papel das Forças Armadas brasileiras no século XXI – com prioridade à defesa da Amazônia e da costa brasileira – e cria condições para
o desenvolvimento da uma indústria bélica nacional. O governo retomou o projeto do submarino de propulsão nuclear desenvolvido pela Marinha em Aramar, que estava moribundo e ameaçado por interesses escusos. O acordo com a França nos permitirá adquirir tecnologia para o casco; é o que necessitamos para concluir o projeto do submarino nuclear, uma vez que aprendemos a enriquecer o urânio e desenvolvemos um protótipo de reator nuclear. Já o FX, reformulado como FX-2, virou um modelo para a transferência de tecnologia: o governo exigiu, pressionou e agora o Brasil vai aprender como fabricar caças supersônicos seja quem for o vencedor da disputa para fornecer 36 caças à FAB – o Rafale, da Dassault, o F-18 Super Hornet da Boeing ou o Gripen NG, da Saab. Até os americanos tiveram que mudar sua postura tradicional de só entregar “caixas pretas” quando o assunto é a venda de equipamentos militares.
A ironia é que foi um presidente oriundo da esquerda, que lutou contra a ditadura, quem resgatou o tema da Defesa como uma das prioridades nacionais.
Depois de muitas hesitações, o governo Lula reverteu todo esse passivo. Elaborou um Plano Nacional de Defesa que redefine o papel das Forças Armadas brasileiras no século XXI – com prioridade à defesa da Amazônia e da costa brasileira – e cria condições para
o desenvolvimento da uma indústria bélica nacional. O governo retomou o projeto do submarino de propulsão nuclear desenvolvido pela Marinha em Aramar, que estava moribundo e ameaçado por interesses escusos. O acordo com a França nos permitirá adquirir tecnologia para o casco; é o que necessitamos para concluir o projeto do submarino nuclear, uma vez que aprendemos a enriquecer o urânio e desenvolvemos um protótipo de reator nuclear. Já o FX, reformulado como FX-2, virou um modelo para a transferência de tecnologia: o governo exigiu, pressionou e agora o Brasil vai aprender como fabricar caças supersônicos seja quem for o vencedor da disputa para fornecer 36 caças à FAB – o Rafale, da Dassault, o F-18 Super Hornet da Boeing ou o Gripen NG, da Saab. Até os americanos tiveram que mudar sua postura tradicional de só entregar “caixas pretas” quando o assunto é a venda de equipamentos militares.A ironia é que foi um presidente oriundo da esquerda, que lutou contra a ditadura, quem resgatou o tema da Defesa como uma das prioridades nacionais.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
QUEM DERRUBOU O MURO?


Em 9 de novembro de 1989, o Muro de Berlim veio abaixo, pondo fim ao sombrio período da Guerra Fria. Duas décadas depois, soam panglossianas as profecias de que o colapso do bloco soviético e a globalização trariam o fim da História, com o triunfo do livre mercado e da democracia. A ascensão do jihadismo, a crise econômica de 2008 e a exuberância da China comunista desfizeram essa ilusão. Agora, um jornalista americano revela quem foram os verdadeiros protagonistas daqueles eventos históricos. No livro 1989: o ano que mudou o mundo, o então chefe da sucursal da Newsweek no Leste europeu, Michael Meyer, mostra que a queda do Muro não ocorreu só por causa das manifestações populares, muito menos em função da pressão americana. Pesaram mais a decisão de Mikhail Gorbatchóv de não intervir para salvar o regime de Erich Honecker e a ação dos reformistas húngaros liderados por Miklos Nemeth, que abriram a fronteira da Hungria com a Áustria, possibilitando que milhares de alemães orientais fugissem em massa para a Alemanha Ocidental.
Meyer não fala de João Paulo II - a quem o santarrão antissemita Lech Walesa atribui agora todos os méritos pela queda do Muro. O pontífice, de fato, foi importante, mas sua ação foi limitada à sua Polônia natal. O coração do bloco soviético sempre foi a Alemanha Oriental.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
GUERRA E PAZ CONTRA A TIRANIA
Eles recorreram à violência armada para combater a opressão. Seus inimigos, que praticavam o terror de Estado contra a população, os tachavam de "terroristas". Mas apesar de serem guerrilheiros, não sucumbiram ao fascínio das armas nem ao temor de ser acusados de traidores quando as negociações se mostraram ser um caminho mais viável, embora difícil, para a conquista de seus objetivos. Um tombou vítima do extremismo sectário de seus próprios companheiros; o outro logrou neutralizar seus radicais, transformando-se num dos maiores estadistas do século XX.
Michael C
ollins - Participante da Rebelião da Páscoa em 1916 contra a ocupação britânica da Irlanda, ele se tornaria um dos líderes do IRA (Exército Republicano Irlandês), mestre nas táticas de sabotagem contra o ocupante. Mas como representante irlandês nas conversações de paz em 1921, apoiou a proposta britânica de conceder independência à Irlanda, excetuando-se o Ulster (Irlanda do Norte). Foi contestado por uma minoria dentro de seu partido, mas o Parlamento irlandês (Dáil Éireann) apoiou o acordo. Chefe de Estado da Irlanda, não hesitou em esmagar uma rebelião dos dissidentes do IRA. Acabou assassinado em 1922 numa emboscada armada por seus desafetos políticos.
ollins - Participante da Rebelião da Páscoa em 1916 contra a ocupação britânica da Irlanda, ele se tornaria um dos líderes do IRA (Exército Republicano Irlandês), mestre nas táticas de sabotagem contra o ocupante. Mas como representante irlandês nas conversações de paz em 1921, apoiou a proposta britânica de conceder independência à Irlanda, excetuando-se o Ulster (Irlanda do Norte). Foi contestado por uma minoria dentro de seu partido, mas o Parlamento irlandês (Dáil Éireann) apoiou o acordo. Chefe de Estado da Irlanda, não hesitou em esmagar uma rebelião dos dissidentes do IRA. Acabou assassinado em 1922 numa emboscada armada por seus desafetos políticos.Nelson Mandela - Militante do Congresso Nacional Africano (CNA),
foi um dos fundadores do braço armado do partido, o Unkhonto We Sizwe (Lança da Nação), criado para lutar contra o apartheid (regime de supremacia branca) na África do Sul. Preso em 1962, foi condenado à prisão perpétua e tornou-se um símbolo da luta contra o regime. Em 1990 foi libertado pelo presidente Frederik De Klerk num processo de negociação para o fim do apartheid. Eleito presidente em 1994, buscou a reconciliação entre brancos e negros para construir uma nova nação. Apesar da enorme popularidade, não caiu na tentação de perpetuar-se no poder, permanecendo como a consciência moral da nação.
foi um dos fundadores do braço armado do partido, o Unkhonto We Sizwe (Lança da Nação), criado para lutar contra o apartheid (regime de supremacia branca) na África do Sul. Preso em 1962, foi condenado à prisão perpétua e tornou-se um símbolo da luta contra o regime. Em 1990 foi libertado pelo presidente Frederik De Klerk num processo de negociação para o fim do apartheid. Eleito presidente em 1994, buscou a reconciliação entre brancos e negros para construir uma nova nação. Apesar da enorme popularidade, não caiu na tentação de perpetuar-se no poder, permanecendo como a consciência moral da nação. sexta-feira, 6 de novembro de 2009
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
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